• Nayara Reynaud

NERVOS em Série – Parada Cultural das Nações | Porque paramos o podcast (mas seguimos com as dicas)

Atualizado: Set 11


Montagem com as bandeiras de diversos países e os logos das Olimpíadas de Tóquio 2020 e do site NERVOS

Peço licença para este breve texto editorial em primeira pessoa, pois só assim seria possível explicar a interrupção da Parada Cultural das Nações, que não foi exclusiva desta série de podcasts, mas de toda a produção do NERVOS desde junho passado. Aqueles que nos acompanham ao longo destes quase cinco anos no ar já devem ter percebido que este site é um esforço quase exclusivamente individual, embora haja pontualmente a participação de colaboradores. Aliás, menor do que a desejada por mim, porém, a possível com os mínimos recursos que disponho para recompensar a presença desses queridos colegas por aqui.


Esses dois fatores, por sinal, se complementam para contextualizar o porquê dos dois meses de “hibernação” do site e consequentemente do podcast. Tendo a curadoria de um festival nacional de cinema como minha única fonte de renda neste período, no momento em que o volume de trabalho aumentou e o prazo final foi se aproximando, se tornou inevitável dar atenção exclusiva a esta tarefa, nem que para isso, infelizmente, deixasse o NERVOS um pouco de lado, incluindo as pautas já em andamento da Parada Cultural das Nações, série de podcasts que, apesar de trabalhosa, tinha prazer de fazer e descobrir tantas coisas enquanto trazia os destaques cinematográficos, televisivos e musicais de variados países para os ouvintes e leitores. Quando o serviço terminou, bem às vésperas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 – realizados em 2021 por conta da pandemia de Covid-19, como já dissemos várias vezes ao longo dos 10 episódios produzidos –, meu desejo era logo retomar com o projeto, no entanto, era tanto inviável finalizá-lo com qualidade a tempo do encerramento das Olimpíadas quanto necessário um descanso da minha parte, depois de vários anos produzindo ininterruptamente aqui e em outros locais, nem que essas “férias” consistissem apenas em ficar em casa sem fazer nada além de assistir justamente as competições do evento.


É claro que gostaria que tudo isso tivesse sido planejado da melhor maneira, seja para terminar o projeto no podcast em tempo ou para deixar textos prontos e/ou ter alguém disponível para cobrir o site neste longo recesso, porém, às vezes, somos simplesmente somos atropelados pelos acontecimentos e precisamos parar até para saber que rumo tomar. Quanto à Parada Cultural das Nações, espero que, em uma nova edição das Olimpíadas, possa fazer novamente a série de podcasts, com planejamento para concluí-la em um ciclo olímpico com menos incertezas até Paris 2024. Contudo, de qualquer modo, continuarei a colocar aqui neste post as dicas culturais sobre os inúmeros países que faltaram abordar no projeto – como já explicado nos episódios pregressos, de acordo com a ordem o desfile das delegações esportivas na cerimônia de abertura de Tóquio 2020 –, bem como nas respectivas listas da Parada no Letterboxd, com os filmes indicados; no TV Time, com as produções cinematográficas e televisiva citadas; e nas playlists na Deezer e Spotify, com os artistas e músicas de destaque nestas nações. Irei atualizar estas listas aqui e nessas plataformas ao longo dos próximos dias e não sei se conseguirei finalizar esta tarefa até o encerramento das Paralimpíadas, que serão realizadas de 24 de agosto a 5 de setembro de 2021 na capital japonesa, mas, para mim, é uma questão de honra completar esta viagem ao redor do mundo, nem que seja apenas com essas indicações.

Parada Cultural das Nações


> Grécia + Time Olímpico de Refugiados

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais gregos acerca dos refugiados ou realizados por artistas nesta situação na Parada Cultural das Nações #1


> Islândia + Irlanda

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais islandeses e irlandeses na Parada Cultural das Nações #2


> Azerbaijão + Afeganistão + Samoa Americana

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais azeris, afegãos e samoanos na Parada Cultural das Nações #3


> Ilhas Virgens Americanas + Emirados Árabes Unidos + Argélia

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais virginenses, emiradenses e argelinos na Parada Cultural das Nações #4


> Argentina + Aruba (+ Curaçao e São Martinho/Sint Maarten)

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais argentinos e arubanos na Parada Cultural das Nações #5


> Albânia + Armênia + Angola

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais albaneses, armênios e angolanos na Parada Cultural das Nações #6


> Antígua e Barbuda + Andorra + Iêmen

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais antiguanos, andorranos e iemenitas na Parada Cultural das Nações #7


> Grã-Bretanha + Ilhas Virgens Britânicas

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais britânicos (ingleses, escoceses, galeses e norte-irlandeses) e virginenses na Parada Cultural das Nações #8


> Israel + Itália

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais israelenses e italianos na Parada Cultural das Nações #9


> Irã + Iraque

- Ouça ou leia sobre os destaques culturais iranianos e iraquianos na Parada Cultural das Nações #10


> Índia

- Porta-bandeira: a série dramática premiada no Emmy Internacional de 2020, Crimes em Déli (2019-, disponível na Netflix), de Richie Mehta

- Destaques atuais: há diversas séries e filmes de Bollywood, produzidos em hindi na região de Mumbai, e de outras indústrias regionais indianas presentes na Netflix, como Uma Skatista Radical (2021), de Manjari Makijany; e no Amazon Prime Video, como Mirzapur (2018-), de Puneet Krishna e Karan Anshuman, Four More Shots Please! (2019-), de Rangita Pritish Nandy, e Felizes Para Sempre (2019-), de Zoya Akhtar e Reema Kagti; como também outros longas que foram lançados no circuito brasileiro ou passaram em festivais por aqui, a exemplo de A Costureira de Sonhos (2018), de Rohena Gera, Retrato do Amor (2019), de Ritesh Batra – ambos disponíveis no Telecine Play –, e a produção tâmil Nasir (2020), de Arun Karthick; os cantores de pop e música Punjabi, Pav Dharia, Barbie Maan e Harnoor; o jovem cantor e ator bollywoodiano Abhay Jodhpurkar; o compositor de trilhas sonoras de Kollywood, como é chamado o cinema tâmil, Santhosh Narayanan, e os cantores conterrâneos Shakthisree Gopalan e Siddharth, também ator

- Ciclos passados: o filme Lunchbox (2013), de Ritesh Batra; e o músico sitarista Ravi Shankar, que ficou conhecido ao levar a música indiana por todo o mundo – além de ser pai da cantora Norah Jones –, e o ator e cantor Shahrukh Khan, considerado o “Rei de Bollywood”

> Indonésia

- Porta-bandeira: a cantora de pop e R&B Rahmania Astrini

- Destaques atuais: o cantor de pop e jazz Ardhito Pramono; os artistas indie Hindia, Pamungkas e Nadin Amizah; e a rapper Ramengvrl; alguns filmes recentes presentes na Netflix, a exemplo de Extraordinário Amor (2021), de Rizki Balki, Encontrando Amor (2021), de Hanung Bramantyo, e A Noite nos Persegue (2018), de Timo Tjahjanto; e o longa Marlina, Assassina em Quatro Atos (2017), de Mouly Surya, exibido na Mostra SP

- Ciclos passados: a primeira produção local, no período colonial holandês, o filme mudo Loetoeng Kasaroeng (1926), de L. Heuveldorp e George Krugers; e os longas Pedjuang (1961), de Usmar Ismail, e Operação Invasão (2011), do galês Gareth Evans


> Uganda

- Porta-bandeira: o filme Bad Black (2016), de Nabwana Isaac Geoffrey Godfrey (IGG) e uma das produções de Wakaliwood, como é chamada a produtora de baixo orçamento localizada na periferia de Kampala, capital de Uganda, que tem como característica única a narração do VJ Emmie comentando a narrativa cômica de ação (disponível no YouTube)

- Destaques atuais: Kony: Order from Above (2017), de Steve T. Ayeny, foi o primeiro filme ugandense a ser submetido, em 2019, na disputa para o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2020, embora não tenha atendido os pré-requisitos de elegibilidade para permanecer na competição ao prêmio; o artista de reggae e ragga Bebe Cool, a cantora de R&B Rema, o cantor de afrobeat Nince Henry e o rapper Flex D'Paper

- Ciclos passados: os longas Feelings Struggle (2005), de Ashraf Ssemwogerere, que é considerado o primeiro a ser produzido em Uganda; Who Killed Captain Alex? (2010), de Nabwana IGG, é o primeiro sucesso de Wakaliwood; e The Kampala Story (2012), de Donald Mugisha e Kasper Bisgaard, exibido na Mostra SP; a banda de kidangali Afrigo Band, considerada o grupo musical ugandense mais longevo; o trio Sauti Ya Africa; os cantores de reggae e ragga Red Banton; de R&B, Blu 3; e de dancehall, AK 47 Mayanja

> Ucrânia

- Porta-bandeira: o filme Atlantis (2019), de Valentyn Vasyanovych, o candidato ucraniano ao último Oscar, que está disponível nas plataformas Reserva Imovision e Mubi

- Destaques atuais: o cineasta Sergei Loznitsa, com trabalhos como Donbass (2018); e os longas A Terra É Azul como uma Laranja (2020), de Iryna Tsilyk, e o outro filme de guerra, mas histórico 1918 – A Batalha de Kruty (2019), de Aleksey Shaparev; as séries A Força do Destino (2018), de Dmitry Matov, e Doutora Coração (2018), de Eva Strelnikova e Vera Yakovenko, disponíveis no Amazon Prime Video; o grupo eletrônico TVORCHI, as cantoras Tina Karol e Julia Sanina, o duo pop Vremya i Steklo e o jovem artista revelação Anton WELLBOY

- Ciclos passados: o cineasta ucraniano do período soviético Oleksandr Dovzhenko e o clássico fundamental do cinema soviético Um Homem com uma Câmera (1929, disponível no Telecine e Belas Artes a la Carte), de Dziga Vertov, que foi rodado na Ucrânia; o engenheiro e inventor cinematográfico Anatoliy Kokush, que recebe dois Oscars Científico e de Engenharia; os longas Lebedyne Ozero – Zona / Swan Lake. The Zone (1990), de Yuriy Illienko, A Gangue (2014), de Myroslav Slaboshpytskyi, e Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom (2015, disponível na Netflix), de Evgeny Afineevsky; as cantoras Ruslana e Jamala, que conquistaram o Eurovision para a Ucrânia, respectivamente, em 2004 e 2016

> Uzbequistão

- Porta-bandeira: a cantora pop Rayhon Ganieva

- Destaques atuais: os cantores Botir Qodirov, Sardor Tairov e Bahrom Nazarov; os longas Scorpion (2018), de Muhlisa Azizova; Hot Bread (2019), de Umid Khamdamov, e 2000 Songs of Farida (2020), de Yalkin Tuychiev, ambos são as únicas produções submetidas pelo Uzbequistão à disputa de Melhor Filme Internacional no Oscar; e O Fim da Viagem, O Começo de Tudo (2019), de Kiyoshi Kurosawa, coprodução com o Japão ambientada no país

- Ciclos passados: o cantor e poeta Sherali Joʻrayev e as cantoras Yulduz Usmonova e Sevara Nazarkhan; os filmes Maftuningman (1958), de Yoʻldosh Aʼzamov e A. Akbarho'jayev, Mahallada duv-duv gap (1960), de Shuhrat Abbosov e Y. Stepchuk, e Shum bola (1977), de Damir Salimov



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