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Cine Resumão #36 | Semana de 11 a 16/09

17/09/2018

Se a edição #35 do nosso resumo semanal de cinema se alongou um pouco para esperar o anúncio do representante brasileiro na próxima corrida do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na manhã da última terça, o novo Cine Resumão #36 pega um período menor, da tarde do dia 11 ao domingo, 16 de setembro, mas não menos recheado de novidades do mundo da Sétima Arte: teve Green Book (2018) e mais vencedores no Festival de Toronto, Benzinho (2018) tentando um Goya para o Brasil, os trailers da semana e muito mais que você confere a seguir.

Premiações e Festivais

 

  • Considerado um termômetro para apontar candidatos ao Oscar e toda a temporada de premiações, o Festival de Toronto anunciou os vencedores de sua edição 2018 neste domingo (16) e, na escolha popular que determina os prêmios principais do evento, a discussão racial e a presença latina figuram entre os premiados. Green Book, o primeiro drama de Peter Farrelly, que com o irmão Bobby fez comédias rasgadas como Quem Vai Ficar com Mary? (1998) e Debi & Loide (1994), foi o grande vencedor do Prêmio do Público, em que o personagem de Viggo Mortensen apreende algumas lições ao dirigir para o pianista vivido por Mahershala Ali, em pleno anos 1960 – o longa será lançado pela Diamond Filmes no primeiro semestre de 2019. Barry Jenkins ficou em vice com o seu novo trabalho If Beale Street Could Talk (2018) – ainda sem distribuidora no Brasil –, em que uma mulher negra grávida se esforça para provar a inocência do marido, seguido de Alfonso Cuarón e o seu Roma (2018), produção mexicana já premiada com o Leão de Ouro em Veneza e que será lançada em breve pela Netflix – que, ainda não se sabe, se adotará aqui a mesma estratégia que utilizará nos Estados Unidos de exibir o filme em alguns cinemas selecionados também. Veja a lista completa de premiados no festival canadense:

 

GROLSCH PEOPLE'S CHOICE AWARDS (PRÊMIO DO PÚBLICO)

Vencedor: Green Book, de Peter Farrelly (EUA | *BR: Diamond)

Segundo Lugar: If Beale Street Could Talk, de Barry Jenkins (EUA)

Terceiro Lugar: Roma, de Alfonso Cuarón (México | Netflix)

 

GROLSCH PEOPLE'S CHOICE MIDNIGHT MADNESS AWARD (PRÊMIO DO PÚBLICO – MOSTRA MIDNIGHT MADNESS)

Vencedor: Mard Ko Dard Nahi Hota / The Man Who Feels No Pain, de Vasan Bala (Índia)

Segundo Lugar: Halloween, de David Gordon Green (EUA | Universal)

Terceiro Lugar: Assassination Nation, de Sam Levinson (EUA)

 

GROLSCH PEOPLE'S CHOICE DOCUMENTARY AWARDS (PRÊMIO DO PÚBLICO – DOCUMENTÁRIO)

Vencedor: Free Solo, de E. Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (EUA)

Segundo Lugar: This Changes Everything, de Tom Donahue (EUA)

Terceiro Lugar: The Biggest Little Farm, de John Chester (EUA)

 

TORONTO PLATFORM PRIZE (PRÊMIO PLATAFORMA)

Vencedor: Cities of Last Things, de Wi Ding Ho (Taiwan / China / EUA / França)

Menção Honrosa: OzenThe River, de Emir Baigazin (Cazaquistão / Polônia / Noruega)

 

THE PRIZE OF THE INTERNATIONAL FEDERATION OF FILM CRITICS – FIPRESCI PRIZE (PRÊMIO DA CRÍTICA)

Vencedor – Programa Descoberta: Float Like a Butterfly​, de Carmel Winters (Irlanda)

Menção Honrosa: Twin Flower, de Laura Luchetti (Itália)

Vencedor – Apresentações Especiais: Skin​, de Guy Nattiv (EUA)

Menção Honrosa: L'Homme Fidèle / A Faithful Man, de Louis Garrel (França)

 

EURIMAGES’ AUDENTIA AWARD (MELHOR DIRETORA)

Vencedor: Fig Tree, de Aäläm-Wärqe Davidian (Israel / Alemanha / França / Etiópia)

Menção Honrosa: Føniks / Phoenix, de Camilla Strøm Henriksen (Noruega / Suécia)

 

NETPAC AWARD (PRÊMIO PARA O CINEMA ASIÁTICO)

Vencedor: The Third Wife, de Ash Mayfair (Vietnã)

Menção Honrosa: Guo Chun Tian / The Crossing, de Bai Xue (China)

 

CANADIAN FILM JURY AWARDS (PRÊMIOS CANADENSES)

Melhor Longa Canadense: La Disparition des Lucioles / The Fireflies Are Gone, de Sébastien Pilote (Canadá)

Melhor Longa de Estreia Canadense: Les Routes en Février / Roads in February, de Katherine Jerkovic (Canadá / Uruguai)

 

SHORT FILM JURY AWARDS (PRÊMIOS DOS CURTAS-METRAGENS)

Melhor Curta: The Field, de Sandhya Suri (França / Reino Unido / Índia)

Melhor Curta Canadense: Brotherhood, de Meryam Joobeur (Tunísia / Canadá / Catar / Suécia)

 

  • Se a escolha de O Grande Circo Místico (2018) como representante brasileiro na disputa do Oscar 2019 foi controversa, mais “segura” foi a de Benzinho para representar o Brasil no Prêmio Goya 2019. A comédia dramática de Gustavo Pizzi que mostra uma mãe abalada pela partida do filho adolescente, convidado a jogar handebol na Alemanha, vai tentar uma vaga entre as indicações a Melhor Filme Ibero-americano na premiação considerada o “Oscar espanhol”.

 

Trailers e Cartazes

  • Um dos destaques, aliás, do Festival de Toronto, recebendo grandes elogios do público e da crítica foi a cinebiografia de Neil Armstrong, cujo drama pessoal interpretado por Ryan Gosling é ressaltado no novo trailer de O Primeiro Homem (2018). Com estreia prevista para 11 de outubro pela Universal, o longa de Damien Chazelle, premiado por La La Land: Cantando Estações (2016), ainda tem Claire Foy na pele da esposa do astronauta que se tornou o primeiro homem a pisar na Lua e também tem Jason Clarke, Kyle Chandler, Patrick Fugit, Ciaran Hinds, Ethan Embry, Shea Whigham, Corey Stoll e Pablo Schreiber.

 

  • Outro filme presente na seleção de Toronto e que ganhou seu primeiro teaser por aqui foi Diamantino (2018), coprodução portuguesa, francesa e brasileira que venceu o Grande Prêmio da Semana da Crítica de Cannes neste ano. O vídeo traz justamente um momento crucial da Copa do Mundo de 2018, quando o protagonista, o jogador de futebol português Diamantino (Carloto Cotta) tem o início da sua derrocada pública, o fazendo buscar sentido em sua vida, enquanto abriga um refugiado. O longa de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt tem distribuição da Vitrine no Brasil, mas sem previsão de lançamento.

 

  • Em tempos de eleições no país, foi divulgado o trailer oficial do documentário Excelentíssimos (2018), que foi exibido na programação do Festival de Brasília neste domingo, mostrando o cotidiano do Congresso Nacional justamente durante a época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Outro lançamento da Vitrine, a estreia do filme de Douglas Duarte estreia no circuito no dia 22 de novembro.

 

  • Outro filme presente na seleção do 51º Festival de Cinema de Brasília é o drama Luna (2018), em que o diretor Cris Azzi narra a história de Luana e de seu encontro com Emília atravessa temas como a descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias. A Cineart, que irá distribuir o longa, divulgou um teaser dele, que ainda não tem previsão de lançamento.

 

  • Exibido no Festival de Veneza, onde ganhou o prêmio de roteiro, o novo filme dos irmãos Coen, The Ballad of Buster Scruggs (2018) ganhou seu trailer, divulgado pela Netflix, que produziu o longa e disponibilizará em sua plataforma a partir de 16 de novembro. A antologia de faroeste em seis partes, que conta com Zoe Kazan, David Krumholtz, James Franco, Liam Neeson, Brendan Gleeson, Tim Blake Nelson, Ralph Ineson, Tom Waits e grande elenco.

 

  • Já a coprodução entre Cabo Verde, Portugal e Brasil Djon África (2018), que esteve no Festival de Roterdã, é o filme do mês de outubro na Sessão Vitrine Petrobras, com estreia marcada para o próximo dia 11. O longa de Filipa Reis e João Miller Guerra, que ganhou trailer e cartaz, mostra a trajetória de Miguel Moreira, conhecido pelo codinome “Djon Africa”, que sai de Portugal em busca de seu pai em Cabo Verde.

 

 

  • Também visitante de vários festivais, como Toronto e do Rio, só que do ano passado, o longa argentino O Futuro Adiante (2017) será lançado no circuito brasileiro pela Supo Mungam, em 4 de outubro. O cartaz e o trailer do longa de Constanza Novick destacam as atrizes Dolores Fonzi e Pilar Gamboa, que estrelam esta história sobre amizade e seus percalços.

 

 

  • Mare Nostrum é a inscrição que está na bandeira da Praia Grande, cidade do litoral sul paulista, que junto com as vizinhas Mongaguá, Itanhaém e Santos, serve de cenário para a trama de Mare Nostrum (2018), terceiro filme de Ricardo Elias. Inspirado em acontecimentos da vida do próprio diretor, a história acompanha Roberto (Silvio Guindane) e Mitsuo (Ricardo Oshiro), que acabam de voltar ao Brasil sem dinheiro e sem perspectiva de trabalho, e se cruzam por causa de um terreno negociado por seus pais há 29 anos, justamente na cidade litorânea. A Imovision lança o filme em 4 de outubro.

 

 

  • Outra volta mais espetacular, ainda que fictícia, é a de O Retorno do Herói (2018), filme francês que esteve no Festival Varilux deste ano e estreia já nesta quinta (20), pela A2 / Mares Filmes. O longa de Laurent Tirard traz Jean Dujardin como o fracassado militar que tem a sua história de vida transformada em uma série de atos heroicos por Elizabeth (Mélanie Laurent), que inventa tudo para tirar sua irmã, ex-noiva do desaparecido, da depressão, mas que vê tudo complicar quando ele retorna depois de alguns anos.

Bilheteria

  • O novo O Predador (2018) se mostrou imbatível nas bilheterias dos Estados Unidos, sem dar chance para A Freira (2018), antiga dona do topo do box office local. O reboot da franquia dirigido por Shane Black obteve US$ 24,6 milhões no final de semana, segundo o Box Office Mojo, enquanto o spin-off da saga de terror Invocação do Mal ficou com US$ 18,2 milhões no período, acumulando US$ 85,1 milhões em duas semanas. A sequência da Top 5 USA traz as estreias Um Pequeno Favor (2018), primeiro thriller de Paul Feig com Anna Kendrick e Blake Lively em terceiro lugar, com US$ 16 milhões; e White Boy Rick (2018), filme com Matthew McConaughey sobre a história de um informante adolescente que trabalhava para o tráfico e a polícia na Detroit dos anos 1980, na quarta posição com US$ 8,8 milhões; e fecha com o hit Podres de Ricos (2018), comédia romântica de elenco totalmente asiático que, com seus US$ 8,6 milhões, acumula US$ 149,5 milhões no mercado norte-americano. E nas bilheterias brasileiras, será que O Predador terá a mesma força para derrotar A Freira por aqui, onde o público adora filmes de terror? É só conferir o resultado do Top 10 Brasil, a partir da tarde desta segunda (17), na nossa página do Cine Resumão.

Em Exibição

  • Sob direção geral de Claudia Raia, o novo _teatral é um espaço dentro do Complexo Aché Cultural, no Instituto Tomie Ohtake, que promoverá atividades em sete frentes: gastronomia, dança, música, cultura contemporânea, teatro, esporte e audiovisual. Quanto ao último pilar, a atriz Ingrid Guimarães e o crítico de cinema Rubens Ewald Filho são os curadores da programação audiovisual, que desde 14 de setembro promove o Cine Chaplin, mostra que, até o dia 28, exibe os filmes estrelados por Charles Chaplin, O Garoto (1921), Vida de Cachorro (1918), O Vagabundo (1915) e O Circo (1928), às sextas, sábados e domingos no local.

 

  • A Mostra Audiovisual de Cambuquira, importante mostra de curtas-metragens que acontece na cidade mineira de Cambuquira e mais conhecida pela alcunha de MOSCA, realiza sua primeira itinerância em São Paulo, de 20 a 23 de setembro, no Centro Cultural São Paulo – CCSP, com entrada franca. Veja a programação completa do MOSCA 11.5 no site www.mostramosca.com.br/programacao115.

 

  • Nesta sexta, 21 de setembro, o Sesc Avenida Paulista promove, a partir das 19h, um bate-papo sobre negritude e estereotipia no audiovisual, o “Negras em Tela”, com a participação de Joyce Prado e Mariane Nunes, integrantes do Coletivo das Diretoras de Fotografia do Brasil (DAFB).

 

  • No sábado, 22 de setembro, a animação PéPequeno (2018), da Warner, faz a sua pré-estreia na abertura do Festival Internacional de Cinema Infantil 2018, 16ª edição do FICI, que há 15 anos exibe nacionalmente obras dedicadas à infância. O filme estreia dia 27 de setembro no circuito comercial.

 

  • A história de amor proibido entre as amigas judias vividas por Rachel Weisz e Rachel McAdams no filme do chileno Sebastián Lelio, Desobediência (2017), desembarca nas plataformas digitais – NOW, iTunes e etc. – a partir desta quarta (19). Outro filme de temática LGBT que chegou em digital e DVD é o argentino Um Inverno Para Lembrar (2017), no qual a jovem Lúcia volta à cidade natal e, durante o inverno, a companhia de Olívia faz ela se descobrir e se livrar dos traumas do seu passado.

Em Breve

  • Voltando a falar de Oscar 2019, o escolhido da Coreia do Sul para disputar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pelo país, o premiado pela crítica internacional em Cannes, Em Chamas / Burning (2018) será lançado no Brasil pela Pandora Filmes, provavelmente em janeiro do ano que vem.

Making Of

  • A história dos suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, que chegaram ao Brasil em 1910 para, no ano seguinte, fundar, em Belém-PA, a igreja Missão da Fé Apostólica, que deu origem à Assembleia de Deus será transformada em filme, segundo anúncio da Paris Entretenimento. Com a pré-produção já em início neste ano, as filmagens estão agendadas para o primeiro semestre de 2019.

 

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